A indignação veio tarde, e é insuficiente

photo_2018-10-10_09-34-49A 10 de Outubro de 2018, o país acordou com uma história sobre um questionário oferecido a crianças do 5º ano, no âmbito da “disciplina” de Cidadania, em que se perguntava se se sentiam atraídos por homens, mulheres ou ambos.

Rapidamente a indignação se espalhou nas redes sociais, nas caixas de comentários dos jornais e nos blogs e, em resposta, o governo viu-se obrigado a abrir inquéritos e investigações ao caso. De repente, o cidadão comum e moderados de todos os quadrantes políticos acordaram para a realidade de que a agenda LGBT não tem pejo em direccionar a sua propaganda a crianças pré-pubescentes. Infelizmente a indignação vem tarde, e é insuficiente.

As mesmas pessoas que defenderam e defendem a liberdade que permite que a propaganda sodomita seja bombardeada incessantemente através dos meios de comunicação, da cultura e das “artes”, indignam-se agora com a manifestação nas escolas de algo que a nossa cultura promove 24 horas por dia, 365 dias por ano, de realidade vs ficção.pngformas muito mais subtis, incisivas e aberrantes. Pessoas que provavelmente vêem séries como Modern Family – que tem como duas das suas personagens principais dois sodomitas, “casados” e com uma “filha” adoptiva – sentados no sofá acompanhados dos filhos – porque os “gays” da série são muito engraçados e nada ameaçadores (porque são pura ficção). As mesmas pessoas que não se incomodaram com o desenho animado premiado em que dois rapazinhos pré-púberes se “apaixonam” e beijam. As mesmas pessoas que não abriram a boca quando a Disney pôs três “casais” de crianças do mesmo sexo a beijarem-se numa série infantil. As mesmas pessoas que têm colegas e amigos sodomitas e não têm problemas em que estes convivam com os seus filhos. As mesmas pessoas que acham que a homossexualidade em si não é um problema, que cada um faz o que quer com o seu corpo e com a sua vida, desde que não atente contra a vida dos outros, e que até acham que os “gays” devem poder “casar” e, quem sabe, até adoptar.

Infelizmente, ainda não vai ser desta que os moderados se apercebem da total impossibilidade de limitar as acções privadas ao domínio privado, e que aquilo que é permitido é tacitamente aprovado e recomendado como saudável e natural. E muito menos se vão aperceber da enorme influência que os sodomitas têm no arrancar das raízes sociais e na destruição de todos os conceitos de normalidade no que à sexualidade diz respeito – algo que afecta, literalmente, a capacidade de sobrevivência de uma sociedade. E quando falamos da influência dos sodomitas, nem sequer estamos a falar do enorme poder do lobbi “gay”, que é uma força inamovível, instalada em todas as instituições, públicas e privadas. Não, a mera tolerância da homossexualidade como “estilo de vida” aceitável é destrutiva para a sociedade, para a normalidade e para o desenvolvimento psíquico infantil.

A verdade incontornável é que a mera aceitação da homossexualidade e a permissão da sua exposição pública implicam sexualização precoce das crianças. Uma relação amorosa entre um homem e uma mulher é perfeitamente explicável a um miúdo sem videntrar em detalhes sobre sexo: juntam-se, amam-se e assim saem bebés. Foi assim que eles vieram ao mundo e foi para isso que o pai e a mãe se juntaram. O como e o porquê estão ambos respondidos, fim da conversa. Explicar um “casal” homossexual implica adicionar a componente do prazer sexual como motivo da união, já que a procriação está fora de questão. Ou seja, entre ter um questionário que pergunte se se sentem atraídos pelo oposto ou pelo mesmo sexo, ou ter de explicar um “casal” gay – algo que na nossa sociedade se tornou inevitável – a exposição a temas que as crianças não têm capacidade para compreender e que, portanto, não devem ser alvo de discussão ou explicação, passam a ter de ser discutidas e explicadas.

Dá uma certa vontade de rir ver liberais como o Vitor Cunha ou como a Helena Matos a agitarem os braços por causa do infame questionário, quando certamente não querem proibir toda e qualquer manifestação pública (incluindo nos meios de comunicação e entretenimento) de homossexualidade. Dentro da sua filosofia, proibir o privado é uma Capturelimitação de liberdade injustificável, mesmo que esta acarrete um preço caríssimo a pagar na sanidade e ordem social. Desde que não seja patrocinado com o dinheiro público ou propagado por meios de comunicação públicos, o liberal não tem qualquer meio de evitar a conspurcação das crianças à mão dos sodomitas, a não ser confiar que todos os pais, a todos os momentos, estarão atentos e capazes de evitar a exposição destes temas aos seus filhos. Evitar que vejam televisão, revistas, jornais, vídeos e páginas na internet e que saiam à rua para qualquer tipo de actividade. Se hoje ainda é um pouco exagerado fazer esta asserção (mas não demasiado), não é certo que ela não se torne verdade absoluta se a sociedade não mudar de atitude em relação à questão, visto que já é praticamente impossível, na sociedade de hoje, proteger os nossos filhos da influência negativa que a ideia de homossexualidade necessariamente impõe.

E todos sabemos que a marcha do progresso não pára. Se acham que a propaganda homossexual vai parar por aqui e não vai continuar aumentar em violência e em volume, e que não vai invadir mais e mais espaços, incluindo todos os espaços puramente infantis, então só posso lamentar a vossa inocência. Era apenas uma questão de tempo até que a propaganda sodomita entrasse na escola de forma explícita – porque de forma implícita já lá está há vários anos. E a polémica tem pouca fundação e pouco resultado, pois findado o circo mediático as crianças até podem voltar para a escola sem que lhes enfiem pela goela abaixo a realidade anti-natura da homossexualidade, mas nos intervalos brincando com os seus smartphones, ou em casa, sentados ao computador ou à frente da televisão, serão confrontados com a mesma disfunção, sob formas muito mais perversas e manipulativas – sem que ninguém abra a boca.

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2 opiniões sobre “A indignação veio tarde, e é insuficiente

  1. Olá Ilo,

    Também fiquei indignada e revoltada com o que esta escola fez com as crianças que foram confiadas ao seu cuidado. À partida, parece-me até que será mesmo um caso de policia e espero bem que os pais façam queixa. Veja só o que diz o código penal no artigo 171:
    – Quem:
    a) Importunar menor de 14 anos, praticando acto previsto no artigo 170.º; ou
    b) Actuar sobre menor de 14 anos, por meio de conversa, escrito, espectáculo ou objecto pornográficos;;
    é punido com pena de prisão até três anos.
    Mas, além disso, também me parece que esta é mais uma prova de que a homossexualidade é mesmo uma doença mental – só alguém extremamente perturbado se lembraria de fazer perguntas destas a miúdos de 9 anos. Mas esta não uma doença qualquer, pois, ao contrário das outras doenças do mesmo género, é contagiosa e os seus agentes têm na mira a parte mais frágil e inocente da sociedade.
    Sim, além de uma caso de polícia este também é uma emergência de saúde pública. Até quando é que os portugueses irão aguentar?
    Cumprimentos,
    Ana Maria

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    1. Olá Ana,

      É natural ficar revoltado e indignado com isto, mas para mim não é nenhuma surpresa. A partir do momento em que se aceita algo na sociedade, enquadrando até legalmente, e que se permite a propaganda privada, eventualmente as instituições públicas têm de falar no assunto também. Se se permite propaganda infantil privada, tem de se ensinar nas escolas também – porque é algo que faz parte da nossa sociedade. Seria ilógico que o Estado não participasse também.

      Duvido que isto se torne caso de polícia. É algo que tenho avisado desde o segundo podcast e no blog também, a infiltração destes demónios nas instituições é absoluta, e ninguém com poder vai mexer uma palha para os impedir de contaminar a sociedade.

      E enquanto o português comum tiver esta concepção dual vinda do liberalismo de que desde que algo seja privado então não se pode tocar, não há forma de resolver o assunto e vão aguentar até a pedofilia ser legal. Infelizmente, não vejo como isto não se tornar realidade. Daí ser um imperativo retirar as crianças do sistema escolar – público OU privado, porque não se julgue que as escolas privadas têm um controlo muito maior e não estão também infiltradas até ao tutano.

      Obrigado pelo comentário. Vou lê-lo no próximo episódio.

      Um abraço,
      Ilo

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