Portugal Desintegrado : EP 46 : Falsas Fêmeas

Nunca o feminino foi tão masculino.

Neste episódio tratamos de várias histórias de como as mulheres são encorajadas a abandonar a sua natural femininidade e abraçar ao invés um travestismo do masculino, para benefício das corporações e detrimento da sociedade.

Ouvir no Youtube ou sacar aqui.

3 thoughts on “Portugal Desintegrado : EP 46 : Falsas Fêmeas

  1. Boa tarde Ilo,
    Vejo que as leitoras que tem lhe despertam curiosidade, acho justo dar uma pequena introdução: moro no algarve, numa cidade não muito grande do litoral, e venho de uma família tradicional, cristã e conservadora. Sempre me defini assim, embora na adolescência não ligasse muito ao que se passava em meu redor. Acho que por sempre ouvir o meu avô/pai/ irmão a defender estes ideais cedo me interessei, e sentia necessidade de ler sobre os assuntos para os conseguir compreender melhor, o que acabou despertando o meu interesse para estas temáticas; gosto de estar consciente do mundo que me rodeia, mas não me cabe a mim ter um papel intervencionista nem acho que seria uma atitude inteligente ou eficaz (por ex. apoiaria o meu noivo/pai/ irmão se decidissem intervir; cada um de nós tem o seu papel na sociedade, ser consumida por estes assuntos desviaria-me do meu).
    Tirei um curso de psicologia – nunca exerci; uma vez disse numa aula que se nunca exercesse era sinal de que era uma dona de casa feliz e quase fui linchada, literalmente; só me faltou ser fisicamente agredida, porque verbalmente fui e muito – e deve ser dos cursos mais tóxicos alguma vez inventados, exclusivamente frequentados por mulheres ou sodomitas, cujas aulas não passam de lavagem cerebral e normalização do anormal (homossexualidade, pedófilia – todos os distúrbios são de nascença, o indíviduo nunca tem de assumir qualquer responsabilidade, cabe à sociedade enquadrá-los, ajudá-los e sentir empatia pela condição única de que padecem).
    Quanto aos estudos que referenciou, não têm qualquer base científica, baseavam-se puramente em sensações e percepções, que uma vez alvo de uma tese científica são analisados como se de ciência se tratassem; é exactamente isso que fazem as sociologias, psicologias, etc – tentam forjar rigor científico a aspectos não científicos. Depois disseminam a informação como se fosse algo credível e não é, é apenas uma análise subjectiva interpretada à base de teorias igualmente duvidosas. É sempre necessário distinguir os ramos de ciências exactas dos demais. Se com os primeiros talvez se aprenda algo de útil na faculdade, com os últimos aprende-se só a contrariar os nossos instintos primários, negar Deus e aceitar tudo como normal (aliás, não se pode definir nada, porque isso seria restritivo).
    Desculpe, ficou enorme o comentário, sempre me perco, mas os podcasts têm demasiada substância e fica díficil restringir-me.
    Obrigada por este espaço de comentários, às vezes o mundo real é demasiado isolante, sem pessoas com valores semelhantes, é sempre bom saber que há mais pessoas com a cabeça no sítio.
    -Raquel.

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  2. Olá Ilo e Raquel,

    Se não se importam, gostaria de comentar algo que a Raquel afirmou no comentário dela pois, embora diga respeito directamente às mulheres, será, talvez, tão ou mais importante para os homens e que é o seguinte:
    “Uma vez disse numa aula que se nunca exercesse era sinal de que era uma dona de casa feliz e quase fui linchada, literalmente; só me faltou ser fisicamente agredida, porque verbalmente fui e muito.”
    Esta atitude dos colegas da Raquel é censurável, mas não me surpreende, pois é muito habitual nos dias de hoje: falamos tanto de direitos humanos, mas não sabemos respeitar o direito humano básico à liberdade de expressão. É muito triste que não nos possamos exprimir e discutir livremente as nossas ideias sem ter a cobertura do anonimato. Será que alguma vez isso virá a ser possível?
    Nada tenho contra ser “apenas dona de casa”. Quando uma mãe se dedica completamente à família, é maior a probabilidade de que os filhos venham a ser crianças felizes, educadas e tranquilas, que a convivência entre o marido e a mulher seja mutuamente gratificante e que a casa da família se encontre limpa e organizada. Quando isto acontece, é porque a mulher se sacrifica já que ser dona de casa exige muita generosidade e é bastante cansativo, sobretudo mentalmente.
    No entanto, tanto quanto percebi em algumas conversas que ouvi, e corrijam-me se estiver enganada, há homens que pensam que uma mulher “apenas dona de casa” é assim por ser preguiçosa e porque quer viver à custa do trabalho e do dinheiro deles. Qual será a percentagem dos homens que pensam mesmo assim? Será por isso que os colegas homens da Raquel quase a cilindraram?
    Outra questão, um pouco relacionada com esta – porque também respeita ao sacrifício que faz a “mulher apenas dona de casa”, – é o facto de que uma vida destas é algo redutora a nível das várias experiências a que nós, seres humanos, pelo facto de estarmos vivos, podemos aceder. Ou, melhor dizendo, nós estamos cá para crescer, para nos melhorarmos moralmente e para nos desenvolvermos intelectualmente. A família é uma escola extraordinária, sobretudo do ponto de vista moral: é aí que nós, homens ou mulheres, podemos aprender e exercitar o amor ao próximo, a caridade, a tolerância, o espírito de sacrifício, a generosidade, a honradez e o respeito pelos compromissos assumidos (e estarei certamente a esquecer-me de muitas outras virtudes, mas não interessa).
    No entanto, o trabalho e o exercício de uma profissão também são escolas maravilhosas. Se não tivéssemos necessidade de trabalhar, não teríamos de estudar e aprender. Por outro lado, quando trabalhamos, desenvolvemos o nosso raciocínio e, à nossa escala, vamos encontrando soluções novas para os problemas que nos vão surgindo e dessa forma contribuímos para a inovação e para o progresso geral. É no trabalho, também, que nos relacionamos e aprendemos uns com os outros. É, assim, o trabalho a principal ferramenta para o nosso progresso intelectual.
    E como neste blog se fala muito de moralidade, relembro que quanto maior for a nossa capacidade intelectual, melhor conseguiremos discernir o bem do mal e distinguir o comportamento correcto do errado.
    Daí que, pessoalmente, e como mulher, prefira uma vida em que a família e o trabalho se combinem, embora, de facto, isso seja muito cansativo, e todos (filhos, marido, avós e entidade patronal) fiquem a perder um bocadinho.
    Peço também desculpa por ter escrito tanto, não é meu hábito.
    Um abraço fraternal aos dois e a todos o que tiveram a paciência de ler.
    Ana Maria

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