Sobre o Portugal Integral

cropped-746px-portugueseflag1185-svg.pngO Portugal Integral é um blog pessoal que se debruça sobre questões políticas, sociais, culturais e morais, com ênfase na sociedade contemporânea Portuguesa. As opiniões e ideias apresentadas são nossas, não no sentido de serem produtos originais da nossa cabeça mas no sentido de não poderem ser imputadas a outros.

Os blogs e sites cujos links aparecem na faixa à direita não têm qualquer responsabilidade sobre aquilo que aqui escrevemos, e igualmente, não temos qualquer responsabilidade sobre o que lá se escreve ou subscrevemos tudo aquilo que lá se vai escrevendo. É natural e saudável ter discórdias e reservamos esse direito como fundamental para avançar qualquer discussão intelectual.

É normal querer colocar as pessoas em certas ‘caixas’ ideológicas, de forma a identificar quem escreve sobre assuntos morais, culturais, sociais e políticos por epítetos que descrevam e sumarizem, mais ou menos, as suas posições. Se alguém nos diz que é Comunista, podemos assumir que subscreve certas ideias sem termos de as discutir especificamente. Se é Liberal, podemos assumir que subscreve outras tantas. Etc. Não somos imunes a esta tendência, porque de facto facilita a identificação.

Que epíteto preferimos para nos designar? De Direita? Sim. Nacionalista? De certa forma. Monárquico? De certa forma. Outra coisa? Talvez.

A verdade é que não há uma expressão que consideremos perfeita para nos descrever. Aquelas que chegam mais perto são: Tradicionalista ou Reaccionário. Mas mesmo estas não são totalmente do nosso agrado.

Por isso preferimos ter esta página para ajudar novos leitores do blog a rapidamente saber onde nos encontramos politicamente, não em termos de epítetos ou espectros, mas em relação a questões particulares, oferecendo assim uma visão mais concreta do que simplesmente dizer ‘somos Tradicionalistas’.

Sobre alguns tópicos temos a mesma opinião há vários anos, noutros mudámos mais recentemente, querendo com isto salientar que é próprio de adultos conscientes e racionais rever periodicamente as fundações e premissas sobre as quais as opiniões assentam, o que poderá levar a que, por consequência dessa revisão, algumas delas sejam também revistas e porventura alteradas.

O que se segue está organizado por ordem alfabética e, com o tempo, pode ser aumentado, diminuído ou alterado conforme nos parecer apropriado. As considerações que fazemos vão no sentido de responder à questão de ‘como o Estado deve considerar e agir’ em relação a cada um dos temas. Considerações mais completas sobre cada tema podem ser encontradas nos textos do blog através de uma pesquisa por esses termos.

Sugestões e objecções são bem vindas, quer na caixa de comentários, quer por email através da página de contacto.

***

Aborto

Nome mais apto: Infanticídio. Na nossa sociedade é o homicídio sistemático, patrocinado e subsidiado por impostos de criaturas indefesas. Uma prática bárbara e que deveria ser criminalizada, excepto nas situações em que é imperativo para a salvação da vida materna. Discordo que seja aceitável em casos de violação: dois males não prefazem um bem. O facto de a gravidez ter origem numa vilania não dá o direito de se perpetrar outra, mais grave (homicídio). As pessoas que argumentam a favor do aborto dizendo que se quer poupar uma vida de sofrimento (em caso de pobreza, doença, etc.) assumem uma posição de fatalismo e de que os homens não podem transcender as condições a que foram votadas (não dizemos que seja fácil, mas certamente não é impossível), e estão implicitamente a dizer que a morte é preferível ao sofrimento – uma paneleirice, no fundo. O sofrimento é uma parte essencial da vida.

Capitalismo

Esta é uma daquelas palavras que tem muitos significados, e portanto depende da definição que se queira usar. Para os comunistas qualquer coisa que envolva propriedade privada é capitalismo. Nós entendemos Capitalismo como um sistema de finança e comércio internacional, sem fronteiras e sem restrições, desligado dos interesses das nações e, pelo contrário, tendo uma visão internacionalista. Somos a favor da propriedade privada mas desconfiamos de multinacionais e do sistema que as promove. Não somos a favor do isolacionismo económico, mas favorecemos restrições ao investimento estrangeiro, em particular àquele que ameace a coesão cultural e a identidade nacional, ou crie disrupções radicais na sociedade. Entendemos que grande parte do mal já está feito neste sentido e que, neste momento, seriam necessárias medidas radicais para o reverter.

Casamento

Celebrado entre Deus, Homem e Mulher – e mediado pela Igreja. O Homem deverá sempre ser o líder terreno do arranjo. Se o Estado tiver algum papel será o de atribuir benefícios aos casamentos que produzam progenitura, sobretudo entre as classes mais educadas, como incentivo à perpetuação da raça nativa e do melhoramento das condições em que as novas gerações são concebidas e educadas. O Divórcio deve ser proibido.

Comunicação Social

O propósito da comunicação social é sempre a manutenção do sistema vigente, e só em segundo lugar a informação do público sobre as questões do dia. Num regime de capitalismo liberal internacional, os órgãos de comunicação oficiais não passam de propaganda destinada à manutenção desse sistema e como tal, são inimigos da ordem pública e da coesão nacional.

Democracia

Outro termo que requer definição. Em geral quando usamos este termo referimo-nos a um sistema de governo em que o poder é justificado pela vontade popular (geralmente através do voto, e quanto mais universal o sufrágio, pior o sistema). Opomo-nos a este sistema.

Direita/Esquerda

Ao contrário do que é comummente apontado, a distinção entre Direita e Esquerda não remonta à Revolução Francesa mas é muito mais antiga. Tanto quanto podemos averiguar, a origem é Bíblica (Mateus 25:31-46), e a distinção é entre os partidários da Ordem, da Moral, da Caridade e da Hierarquia (Direita) e os partidários do Caos, da Licenciosidade, do Egoísmo e da Igualdade (Esquerda). É sob esta definição que operamos geralmente quando nos referimos a estes dois termos, no seu sentido puro – no entanto, por razões de ordem prática e por ter em conta a classificação dada a certos partidos, movimentos e ideologias modernas, de vez em quando referimo-los a eles como de Direita, no sentido de uso corrente. Um exemplo é dizer, para facilitar, que o PSD e o CDS são partidos de Direita – na realidade, em nada se distinguem dos de Esquerda, quer no sentido puro quer na prática.

Economia

Em termos filosóficos, aderimos primeiramente à Escola Austríaca, ou Praxeológica. Reconhecemos que a melhor forma de gerar riqueza é o mercado livre baseado na propriedade privada, no entanto, não consideramos que esse fim como algo bom independente da restante sociedade. Na esfera económica não queremos obviamente que a população passe fome, mas não procuramos a riqueza como um bem em si, e na medida em que interfere com a coesão nacional e a vida comunitária, rejeitamos avanços tecnológicos ou melhoramentos no nível de vida para manter essa coesão, que consideramos mais importante a longo prazo do que o simples aumento da riqueza material. Um dos problemas do Ocidente é elevar, há várias décadas, senão séculos, a riqueza material acima de todas as outras considerações, e observamos que esse foco levou a que aumentássemos esse tipo de riqueza exponencialmente mas a que nos tornássemos pobres moral, espiritual e culturalmente.

Educação

O Estado deve garantir o acesso à Instrução Primária (1º ao 4º ano) a todos os cidadãos capazes, em escolas segregadas por sexo, de modo a aprenderem o básico da Língua e das operações matemáticas. Após isso, os homens devem ser encorajados a perseguir o caminho mais próprio para a sua disposição. O Ensino Oficial posterior será sempre da capacidade de uma minoria, sendo portanto preferida para a maioria dos Homens a via da profissionalização numa actividade, baseada no modelo ‘Mestre/Aprendiz’ e de cariz prático. As Mulheres devem ser encorajadas a aprender as actividades femininas que as preparem para ser Esposas e Mães.

Emigração / Imigração

Em princípio não deve existir. Poderá ser permitida em casos específicos a Emigração, sobretudo temporária. A Imigração poderá ser permitida em casos específicos, mas sempre limitada e a preferência será sempre por imigrantes étnica e culturalmente semelhantes (ou seja, preferir-se-á um Espanhol a um Norueguês, e preferir-se-á um Norueguês a um Camaronês), de forma a preservar a composição étnica e cultural da Nação.

Eutanásia

Outro exemplo da cobardia do homem moderno, que prefere a morte ao sofrimento – tal como no aborto, mas desta vez no fim de uma vida, em vez de no início. Somos contra por considerar que a vida de uma pessoa não é sua, contra a concepção burguesa, mas uma dádiva Divina, que só a Ele cabe tirar.

Feminismo

Um dos tentáculos do igualitarismo e relativismo modernos cujo único objectivo é destruir a relação hierárquica natural entre Homem e Mulher. Destrutivo do papel divino e biológico da mulher, e como tal da sua dignidade.

Forma de Governo

Favorecemos uma forma hierárquica e aristocrática de governo, ou seja, monárquica. Devemos porém fazer a ressalva de que não consideramos que a aristocracia moderna seja digna desse nome e dessa honra ou que esteja à altura desse dever. Consideramos que o Estado e a Igreja devem formar uma parceria para estabelecer e manter as fundações sobre as quais a governação deve assentar, não podendo uma das partes subverter a autoridade da outra.

Globalismo

Uma consequência da globalização. A ideologia, em geral, vem depois da realização na prática – pelo menos em parte. É a consequência ideológica do capitalismo global, e não pode ser vencida se não rejeitarmos o capitalismo global em si. Tal como o feminismo tem de ser rejeitado não apenas na sua versão presente (a 3rd wave), mas sim na sua concepção original, também a concepção de capitalismo global tem de ser rejeitada desde a sua mais primária implementação, pois o Globalismo é uma inevitabilidade dessa implementação.

Igualdade

Depende daquilo a que se refere. Todos os Homens são criados à imagem de Deus e nesse sentido todos estão sujeitos à mesma Lei divina. Todos os outros tipos de igualdade são falsos, e portanto a propaganda que o pretende estabelecer é contraproducente. Deus criou o Homem na Sua imagem, e a partir dele criou a Mulher, estabelecendo uma hierarquia. O mesmo com os animais e a natureza, que é subjugada ao Homem. Na história da Torre de Babel dispersou os Homens para que tivessem diferentes nações, línguas e culturas. Portanto, não existe igualdade em questões terrenas, mas sim absoluta distinção, algo que é observável.

Islão

Falsa religião (semelhante ao Judaismo talmúdico) que consiste numa perversão da tradição Abraâmica. Deve ser rejeitada em todas as suas manifestações.

Judeus

Distintos dos Hebreus, povo semita. Os Judeus modernos não pertencem todos à mesma etnia, alguns nem sequer são etnicamente semitas (Ashkenazim). A nossa visão dos Judeus é que é um povo/cultura que se define pela rejeição de Cristo, e como tal, eternos revolucionários. Esta característica é visível em Judeus ateus ou agnósticos que, ainda assim, são impelidos pela sua cultura a rebelarem-se contra todo o tipo de hierarquia, que é o paradigma Cristão. Favorecemos a sua conversão a Cristo. Os Ashkenazim (judeus que são etnicamente europeus) que não se queiram converter devem ser extraditados para a nação judaica.

Liberalismo

A longo prazo o Liberalismo é destrutivo para a coesão cultural, moral e racial das Nações. O facto de se basear em princípios negativos e não estabelecer princípios positivos resulta na sua incapacidade de evitar todos os males que se propagam dentro do seu enquadramento legal – por exemplo, defendendo o mercado livre e a liberdade de expressão sem restrições o Liberalismo permite que práticas e ideias que desafiam a coesão cultural, moral e racial da Nação sejam propagadas sem qualquer resistência. Em última instância é o pináculo do idealismo – não reconhece a propensão natural para o mal existente nos homens.

Liberdade de Expressão

Não consideramos que seja um princípio absoluto, pois tomado sem restrições é usado para destruir as fundações de qualquer sociedade. Foi usada para isso mesmo pelos ideólogos do relativismo e agora é negada por eles a quem defende a fundação original da Tradição. Uma Nação que não imponha regras sobre discurso aceitável está condenada a ser subvertida.

Moeda

Para uma moeda ser válida tem de ter valor para além daquele que adquire por ser um meio de troca e não ser facilmente reproduzível (algo que não sucede com as moedas correntes no mundo desde o início do Século XX). Consideramos que só os metais preciosos cumprem os requisitos. As moedas crypto, embora cumpram o primeiro requisito, só cumprem o segundo em parte: cada moeda crypto pode ser limitada, mas o número de moedas crypto não pode (e é visível a quantidade absurda delas que surgiu em tão curto espaço de tempo). Sendo que a moeda deve ser um meio comum de troca, a multiplicidade de moedas gera o efeito contrário: ou seja, não é comum.

Nacionalismo

Por oposição ao Internacionalismo ou Globalismo, somos nacionalistas. Diferentes povos e culturas devem ter as suas diferentes e homogéneas nações. Somos absolutamente contra qualquer ideia de uniformização, forçada ou voluntária, entre os povos e culturas do mundo e também da Europa – querendo com isto dizer que achamos tão importante manter as distinções entre África e a Europa, como achamos mantê-las entre Portugal e a Noruega. Em geral não nos identificamos com os movimentos designados como nacionalistas, podendo no entanto dizer-se que simpatizamos em parte com as suas aspirações.

Multiculturalismo

Rejeitamos este termo por ocultar a origem do problema. Referimos a questão como ‘Multiracialismo’ – pois a cultura não é independente da raça/etnia. A única cultura que é independente das pessoas que a constituem e praticam é a cultura sem raízes, uniformizadora e ultra-individualista de consumismo hedonista criada pelo Capitalismo Global.

Racismo

Reconhecemos as diferenças entre as raças e consideramos que, para a sua manutenção, bem como para a sua convivência passiva as nações devem ser homogéneas. A questão do racismo na prática não se colocaria nessas circunstâncias. Se existir alguma diversidade racial dentro da Nação, deve haver discriminação positiva em prol da população nativa.

Religião

Fundação moral de qualquer sociedade – seja organizada, desorganizada ou, no caso do Ocidente presente, deceptivamente descentralizada. Nenhuma sociedade existe sem uma religião, nem nenhum homem existe sem instintos religiosos – reconheçam ou não aquela que subscrevem. A Nação deve ter o Catolicismo Apostólico como religião oficial e barómetro moral.

Sodomitas

Rejeitamos o termo homossexuais, pois tenta caracterizar como identidade aquilo que é uma prática, com origem num desenvolvimento psico-sexual incompleto ou desviante, quer por falta de modelos próprios de masculinidade e feminilidade ou abuso sexual infantil. O facto de muitos dos praticantes da sodomia a tomarem como uma identidade é prova de que sofrem de uma doença mental, que deveria ser tratada por acompanhamento psicológico e moral. Aqueles que, para além de tomarem a identidade, fazem propaganda da prática deviam ser legalmente punidos. O ‘estilo de vida’ do sodomita é extremamente destrutivo, quer moral quer fisicamente, e nenhuma sociedade o pode permitir abertamente ou tolerar – sob pena de ser destruída por subversão interna (algo que vemos acontecer no mundo Ocidental). Por fim, resta dizer que a maioria dos sodomitas são do sexo masculino – a atracção pelo mesmo sexo da parte das mulheres é em geral também um produto de mau desenvolvimento e trauma, mas muito menos grave, bem como a prática e o ‘estilo de vida’ tendem a ser muito menos destrutivos. Em geral, uma sociedade que limite a propaganda e a actividade sodomítica entre os homens não terá praticamente mulheres que sofram de atracção pelo mesmo sexo.

Travestis e outras aberrações

Rejeitamos a expressão transgéneros ou transsexuais para descrever homens e mulheres que tentem imitar as expressões exteriores do sexo oposto àquele que nasceram e se convençam essa imitação constitui uma transição – é simplesmente uma forma de travestismo inconsciente (ou seja, pessoas que não têm noção de que são apenas e só travestis). Os seres humanos nascem com sexo, não com género – o conceito de género não é aplicável a seres humanos, mas a vocábulos. Qualquer conceito de género que seja distinto do conceito de sexo é inválido. Aqueles que são referidos comummente como Transgéneros ou Transsexuais (pessoas que consideram que são do sexo oposto) são portadores de uma doença mental e deveriam ser tratados para se sentirem confortáveis no corpo que lhes foi dado por Deus. Quanto aos ‘gender queer’ e outras aberrações, alguns sofrerão também de doença mental semelhante aos travestis inconscientes, mas a maioria quer simplesmente embarcar na moda e fazer parte da sigla LGBTQblablabla à força toda, porque estas pessoas estão no topo da hierarquia social no Ocidente. Obviamente o travestismo consciente deve também ser proibido.

Universidades

Ao contrário da comunicação social, as Universidades têm um papel fundamental no desenvolvimento intelectual da Nação. Hoje, porém, são pouco mais do que centros de propaganda, e grande parte das especializações são supérfluas, quando não contraproducentes. Para recuperar a sua função de instituições de ensino superior, o acesso deve ser altamente restrito apenas àqueles que têm capacidade intelectual para manter e aumentar o nível de conhecimento e os padrões de qualidade – tanto da parte dos professores, como da parte dos alunos.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s